segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Liga dos Campeões: Os jogos do Benfica e Porto


As equipas portuguesas tiveram sortes diferentes na segunda jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. O clube da Luz teve uma tarefa impossível pela frente, os dragões fizeram valer a experiência.
O Benfica não teve hipótese. E digo isso na plenitude do conteúdo. Contra o Barcelona não é fácil, mas com um meio-campo remendado torna-se impossível. É verdade que o Benfica abdicou da sua forma de jogar, mas quem não abdica contra o Barcelona? Esta equipa catalã é do outro mundo. Pessoalmente, divido-me no estado de espírito. Gosto e detesto a forma de jogar deste Barcelona. Passo a explicar. Adoro a fase ofensiva do Barcelona, a fase em que eles precisam de marcar, a fase em que precisam de chegar ao golo. A posse e a entrada na área com passes curtos e bem delineados, é do melhor que há no futebol. Por outro lado, detesto a fase da posse de bola depois de estes terem o jogo controlado. Torna-se chato ver o Barcelona controlar um jogo, mas para o bem ou para o mal, é esta a filosofia de um clube com uma enorme identidade. O Barcelona fez 773 passes (contra os 176 do Benfica) num jogo e demonstra bem o poderio futebolístico deste clube. O Benfica com a equipa que tem fez o jogo possível e não se pode envergonhar nada disso.
No outro jogo, o Porto. A equipa de Vítor Pereira foi personalizada e fez valer a sua enorme experiência internacional. Venceu a equipa do grupo e da experiência, perdeu a equipa das individualidades e dos milhões. Este PSG pode vir a ser uma equipa interessante, mas para já ainda não tem colectivo. O contrário acontece com os dragões. Sai Hulk, mas há Varela, Moutinho, Lucho e James (entre outros). A equipa senta a falta do brasileiro nos jogos como o do Rio Ave em que a equipa adormece e aí sim, Hulk dava um abanão nas coisas e acordava a equipa. Nos jogos de maior concentração, a equipa consegue reagir e assume as suas responsabilidades.
Uma palavra para o Braga. Confesso que não acreditava na vitória dos bracarenses. Enganei-me, o Braga foi uma equipa no verdadeiro sentido da palavra. Foi personalizado e solidário e no fim saiu da Turquia com três merecidos pontos. A carreira dos arsenalistas está relançada na Europa. Há que continuar.

sábado, 29 de setembro de 2012

A dupla dos meus sonhos

Com certeza muitos de vocês ainda guardam na memória a fantástica equipa do Manchester United da década de 90, talvez a melhor de sempre.
Para os mais esquecidos: David Beckham, Teddy Sheringham, Ryan Giggs, Paul Scholes e a dupla "Andy Cole-Dwight Yorke", eram apenas alguns dos nomes que a compunham.
Mas eram precisamente Cole e Yorke que me faziam levantar do sofá e correr desenfreadamente pela casa a cada golo marcado com as cores do United.
Em memória desses tempos e com uma elevada carga nostálgica deixo-vos este vídeo: 

Um Limão Meio Limão 2 Lima meio Limão



   Na deslocação a Paços de Ferreira o avançado dos encarnados foi incontornavelmente a figura do jogo. O ex-avançado do Braga, Lima, marcou dois golos e acabou por dar os 3 pontos à equipa da Luz. Sem dúvida, uma "lima" com um sabor bem amargo para a equipa de Paços de Ferreira que quase surpreendeu um Benfica fragilizado no meio campo e pouco criativo na construção de jogo. 
   Apesar da insistência de Jorge Jesus em não apostar em Carlos Martins de inicio, e de não convocar Miguel Rosa, foi bom ver o Benfica acabar o jogo com dois Portugueses. André Almeida mostrou ser competente e merecedor de mais minutos de jogo, quanto a Carlos Martins, é um mistério a sua ausência entre os titulares. Talvez Enzo Perez tenha um cabelo mais atraente ou o simples facto de ser argentino faça com que Jesus goste mais dele. 
   Certo é que com Bis de Lima, Cardozo vê a sua titularidade ameaçada, bem como Rodrigo que tem mostrado estar em baixo de forma. Com 3 dos melhores avançados da liga Portuguesa, espera-se que a concorrência seja recheada de golos e que leve o Benfica ao titulo e à luta pelos 3 primeiros melhores marcadores da liga Portuguesa: Lima, Cardozo e Rodrigo.




Arsène Wenger: 16 anos ao serviço do Arsenal

No passado dia 28 de Setembro "celebraram-se" 16 anos de Wenger no comando do Arsenal. Um técnico francês com uma filosofia no mundo de futebol muito própria, assim como estilo de jogo, visão de mercado ou mesmo métodos de treino. 
Este chega ao Arsenal em 1996, revolucionando o futebol britânico na medida em que "traz na bagagem" um menor índice de futebol físico, menos rigidez táctica e um maior espaço para jogadores não britânicos. Venceu 11 títulos com os Gunners, chegando até à final da Champions League, com orçamentos inferiores aos dos rivais. Durante este tempo recusou clubes como Real Madrid, Barcelona, PSG ou mesmo a seleção francesa.
É gritante a situação do clube britânico, que não ganha títulos atualmente, sendo que o dinheiro investido pelo Chelsea, Man. United ou Man. City muito contribui para isso. No entanto é de louvar a qualidade de futebol do clube de Wenger, visto que apresenta um futebol espetacular com base em jogadores jovens, praticamente desconhecidos.
Arsène, por opção ou devido ao Arsenal apresentar uma menor frescura financeira em relação aos principais rivais aposta em contratações realmente baratas, potenciando-as com o tempo. Por exemplo Nicolas Anelka foi comprado por 600 mil euros para ser vendido, dois anos depois, ao Real Madrid, por 28,5 milhões de euros.
Como tal, Arsène Wenger pode ser visto como um treinador fortíssimo nos aspectos técnicos , aliando a isso uma postura correta, algo não muito comum nos dias de hoje. Cada vez mais escravo do poder financeiro, Wenger tem mostrado competências pois mesmo com orçamentos inferiores tem conseguido sempre a qualificação para a Liga dos Campeões. Será que este ano o Arsenal nos reserva alguma surpresa? Vamos esperar para ver...

Primeiríssimo Post

Como é o meu primeiro post estou um bocadinho sem saber o que escrever. O Jorge e o Jaime dizem que isto vai ser um blog sobre futebol e que temos de manter uma certa postura de seriedade nas coisas que postamos.
Então aqui vai. Hoje o Benfica teve de suar para levar de vencida o Paços de Ferreira, com o Lima a ser o homem do jogo com 2 golos. O Jesus, para não variar, gostou imenso da prestação da equipa e acrescentou que poderíamos ter feito muitos mais golos (same old story). Já o Presidente tricolor L.F. Vieira demonstrou-se cansado com tudo o que se está a passar actualmente no Benfica e que a "injustiça" dói (palavras de João Rodrigues). Bem, eu cá fico contente pelo facto de os Benfiquistas terem aberto finalmente os olhos e espero que o desfecho final deste melodrama seja com o Orelhas bem longe da presidência do Glorioso.
Por fim, queria mostrar a minha solidariedade com os adeptos do Sporting,que para além de estarem a viver um período menos bom na história do clube ainda têm que levar com o Carlos Manuel.