As equipas portuguesas tiveram sortes diferentes na segunda jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. O clube da Luz teve uma tarefa impossível pela frente, os dragões fizeram valer a experiência.
O Benfica não teve hipótese. E digo isso na plenitude do conteúdo. Contra o Barcelona não é fácil, mas com um meio-campo remendado torna-se impossível. É verdade que o Benfica abdicou da sua forma de jogar, mas quem não abdica contra o Barcelona? Esta equipa catalã é do outro mundo. Pessoalmente, divido-me no estado de espírito. Gosto e detesto a forma de jogar deste Barcelona. Passo a explicar. Adoro a fase ofensiva do Barcelona, a fase em que eles precisam de marcar, a fase em que precisam de chegar ao golo. A posse e a entrada na área com passes curtos e bem delineados, é do melhor que há no futebol. Por outro lado, detesto a fase da posse de bola depois de estes terem o jogo controlado. Torna-se chato ver o Barcelona controlar um jogo, mas para o bem ou para o mal, é esta a filosofia de um clube com uma enorme identidade. O Barcelona fez 773 passes (contra os 176 do Benfica) num jogo e demonstra bem o poderio futebolístico deste clube. O Benfica com a equipa que tem fez o jogo possível e não se pode envergonhar nada disso.
No outro jogo, o Porto. A equipa de Vítor Pereira foi personalizada e fez valer a sua enorme experiência internacional. Venceu a equipa do grupo e da experiência, perdeu a equipa das individualidades e dos milhões. Este PSG pode vir a ser uma equipa interessante, mas para já ainda não tem colectivo. O contrário acontece com os dragões. Sai Hulk, mas há Varela, Moutinho, Lucho e James (entre outros). A equipa senta a falta do brasileiro nos jogos como o do Rio Ave em que a equipa adormece e aí sim, Hulk dava um abanão nas coisas e acordava a equipa. Nos jogos de maior concentração, a equipa consegue reagir e assume as suas responsabilidades.
Uma palavra para o Braga. Confesso que não acreditava na vitória dos bracarenses. Enganei-me, o Braga foi uma equipa no verdadeiro sentido da palavra. Foi personalizado e solidário e no fim saiu da Turquia com três merecidos pontos. A carreira dos arsenalistas está relançada na Europa. Há que continuar.
